sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Centros de Tratamento para dependencia Química

COMUNIDADE
TERAPÊUTICA CAMPOS DA PAZ_ (CTPAZ) _ Tratamento da dependencia química -
( alcool, drogas) ) e outras compulsões (sexo, jogo, compras, comida
etc).
Para você que está sofrendo e procura um tratamento
especializado e individualizado; ou que é familiar buscando a
recuperação de seu ente querido, PROCURE-NOS.
Estamos localizados no Rio de Janeiro, cidade de Maricá, Tel - (21)-2648-1248.
A comunidade é um modelo inovador para o tratamento das dependências, dirigido pelo psiquiatra Mauro Campos da Paz.
Nosso telefone para maiores esclarecimentos (21)- 26481248 (INTERNAÇÃO)

''NÃO DEIXE ESTA DOENÇA ARRUINAR SUA VIDA"


TRATAMENTO AMBULATORIAL : Núcleo Integrado (Avenida das Américas 3200/sala 111 Barra da Tijuca
tels:21 35536442/ 78605028

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Medicação - Tratamento, Contenção ou Redução de Danos?

Longe de mim entrar em conflito com a classe médica, a qual respeito , ao menos alguns profissionais sérios.

Infelismente, prostituidos por sua grande cafetina , a industria farmaceutica, muitos médicos se limitam a ministrar doses de certas medicações aos dependentes químicos, que de absolutamente nada servem, além de substituir as drogas ilícitas usadas pelos mesmo. Esse caso leviano da classe médica é antigo, e de nada vale estimular tal debate, pois em sua burra soberania, tais médicos prostituidos jamais admitirão a grande farsa e ninguém ousará combate-los abertamente.
Aos familiares e dependentes químicos deixo a sugestão para que questionem a serventia das medicações prescritas que consomem.
Um fato que não me entra na cabeça é o chamado S.O.S orientado aos dependnetes químicos. Acompanhem meu raciocínio: Um dependente químico, o é, justamente por não ter controle algum sobre o uso de substancias químicas alteradoras de humor. Imagine então dizer a um dependente químico que de agora em diante, para se tratar, ele deverá por exemplo usar tres rapas de cocaina antes do almoço e a noitinha, antes de deitar ele devera fumar apenas um baseado.( quando achar necessário é claro). Pois bem, essa é a mesma receita do tal S.O.S, imaginem a ingenuidade de médico que acredita mesmo que um dependente químico usará o tal do Rivotril apenas se achar necessário numa emergencia..risos mil.... O camarada vai é tomar a caixa inteira em menos de uma hora e ficar doidão e com o aval do "ingenuo doutor" alegará que usou porque precisava. Logico que precisará para sempre, o cara é um dependente químico, compulsivo, e o fato agora , é que ele trocou de traficante, seu vapor agora tem jaleco branco e CRM.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Olhos na Madrugada...Tormentos Reais Parte 06

Dividido entre visitas periódicas de sua mãe, a qual o levava aos finais de semana para ficar em sua casa, JP viveu episódios em sua infancia que ficaram registrados em sua mente. Desagradáveis e inadequados para uma criança de sua idade. JP contava cinco primaveras, deveria ser essa a idade, pois o fato ocorreu na época da repressão. JP dormia em casa de sua mãe, e pela madrugada foi acordado com gritos horripilantes de um homem sendo espancado pela policia na calçada bem debaixo da janela de sua casa. Não bastassem os gritos que amedrontaram a criança de cinco anos de idade,JP encolhido na cama, quietinho , foi surpreendido por uma cena que não mais saiu de sua cabeça. Sua mãe, no momento extato que começou a gritaria, saiu correndo , nua, do banheiro, acompanhada de um homem, também nú e foram para a janela olhar o que acontecia. As genitálias a mostra, passaram rente aos seus olhos que se esforçavam em manterem-se fechados para  que os adultos não percebessem que ele havia acordado. Fingir que estava dormindo, alias, era uma constante sempre que estava na casa de sua mãe, pois ele sempre acordava no meio  da madrugada com barulhos, gemidos, ou discussões de sua mãe com "alguém". As vezes que JP não se conteve e mostrou estar acordado, levava uma bronca de sua mãe que o fazia entender que acordar na madrugada era proibido. Adultos, sabemos bem o que ocorria e o que o jovenzinho estava atrapalhando ao acordar no meio da madrugada. Obvio que na mente de JP ficava apenas a ideia que era proibido acordar e que se daria muito mal se sua mãe percebesse que ele havia acordado. JP porém acordava todas as noites e assistia a tudo caladinho, sem entender o porque de sua mãezinha querida estar gemendo de dor debaixo de um homem desconhecido para ele. Alguns desses homens alias ele tinha que chamar pai. Pai fulano, pai cicrano...
Enfim, episódios como esses eram constantes e não vale a pena aqui me alongar em detalhar-los, foram muitos. O local onde sua mãe morava tinha um cheiro ruim, o bairro , até hoje, já adulto quando tem que passar por lá, lhe causa um medo inconciente o qual lhe traz uma  desagradável sensação. No íntimo JP sabe o motivo de tal desconforto, mas racionaliza e deixa passar. Isso tudo era combinado com outra questão que vale a pena aqui comentar. JP não podia em hipótese alguma comentar isso quando em casa de seus avós, pois os mesmos certamente iriam interpelar sua mãe, a qual no final de semana seguinte estaria lá para leva-lo de volta. Ele temia ser agredido pela mãe e ficava calado. As surras eram também traumatizantes , a fisionomia de sua mãe era algo de assustador quando o espancava por faltas comuns de uma criança de quatro ou cinco anos de idade. Ignorando o mal que fazia ao menino, ela também não se conformava quando JP não queria ver os filmes de terror que ela adorava assistir na televisão. Uma noite dessas, JP cobria a cabeça com um lençol para não ver as cenas amedrontadoras e ela retirava o lençol do menino a força e zombando dele dizia que seus avós o estavam transformando em um maricas. Pela manhâ, talvez devido a noite terrivel, JP defecou no short e sujou o chão do apartamento. Levou uma surra por isso. Bastante significativo o fato de JP estar sempre as voltas com o "defecar nas calças". Isso sempre lhe causava grandes transtornos e constrangimentos durante toda sua infancia. Nada nem ninguém poderia socorrer nosso jovem amiguinho, pois ninguém tinha essa vizão da vida que o menino levava, ao contrário, todos achavam JP um aventurado por ter de tudo na casa de seus avós. Ninguém sabia a verdade do que se passava na mente daquela criança atormentada pelo terror. Penso que seus pesadelos nada mais eram que o reflexo daquilo que ele sentia todo o tempo quando acordado em compania dos adultos que o rodeavam.
Na casa de seus avós ,apesar do conforto, JP não podia desobedecer ou fazer qualquer bagunça típica de uma criança de 4 aninhos, pois era imediatamente ameaçado com a fala:_ Se voce continuar vou te mandar pra casa de sua mãe....."  Dessa forma então parece que eles sabiam que ir pra casa da mãe era um castigo, mas nunca fizeram nada para impedir ou amenizar a dor do menino.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Reabilitação e Motivação

A reabilitação de um dependente químico dependerá muito da sua própria motivação. Fato é que nenhum dependente químico irá começar um processo de reabilitação ou sequer pensar no assunto enquanto não tiver um bom motivo para tal. Infelismente ainda não conheci em 20 anos de trajetótia um dependente químico que entrasse em recuperação buscando melhorar sua qualidade de vida mesmo se sentindo muito bem com a vida que levava. Ao contrário porém, somente quando o cidadão(ã) reconhece o estrago que fez com a propria vida, é que o mesmo busca socorro. Dizemos então que de regra geral, um dependente químico somente entra em recuperação motivado por algo ruim que esta acontecendo em sua vida ou está bem próximo  de acontecer.
Acostumou-se chamar tal momento de fundo de poço. Não se iludam os leitores pensando ser o fundo de poço a imagem do mendigo deitado debaixo de uma ponte. Muitos moradores de rua sequer usam drogas e muitos dependentes químicos em estado avançado  da doença ainda habitam suas coberturas de luxo. O quer seria de fato então esse "fundo de poço"? Poderiamos dizer que : 1- Uma dor intima, pessoal, a qual jamais deverá ser comparada com essa ou aquela dor de outrem. 2- Uma dor que poderá ser provocada extratégicamente sob orientação especializada(intervenção) 3- Uma dor que inevitavelmente acontecerá diante o fato inquestionavel de ser a dependencia quimica uma doença"progressiva".
Uma dor que por mais que lhe pareça(ao leitor) suficiente para deixar qualquer ser humano desesperado, ao dependente químico por vezes não será sequer percebida. Dessa forma então não existe garantia plena de se atingir um objetivo no intuito de levar o doente ao tratamento.
Felismente, as estatistíscas nos mostram que um trabalho bem orientado de intervenção geralmente é eficaz, os indivíduos alvos acabam por ceder e se submeterem a um tratamento adequado sem que seja necessário as horripilantes internações a revelia.  Para aqueles poucos que nao aceitarem o tratamento mesmo diante de tal intervenção, fica então o consolo de conseguir-mos otimos resultados com seus familiares, pois os mesmos estarão orientados e amenizam vizivelmente a dor de ver seus entes queridos se afundando a cada dia, pouco a pouco, progressivamente.
Válido dizer aqui, que o trabalho de intervenção garante apenas o encaminhamento digamos "suave" do dependente químico ao início de um processo de reabilitação e em hipótese alguma garante a reablitação contínua do mesmo. Continuar em recuperação já esta incluido em outra fase do trabalho.
Nesta nova fase, também deveria ser trabalhada uma nova fonte de motivação no indivíduo, pois tal qual seus familiares, por vezes ele acredita que o fato de ter ser internado ou ter aceitado um tratamento  que seja ambulatorial por um  período de tempo já seria suficiente. leigo engano, pois a dependencia química é doença incuravel (O.M.S - Organização Mundial de Saúde) . Faço uma pausa para alertar aos religiosos que venham a ler essas linhas e lembro que mesmo a adultera descrita em narrativas biblicas , foi alertada ao final que deveria seguir adiante, mas que não "pecasse" mais.  Da mesma forma é dito aos adictos(dependentes quimicos) em recuperação, _Não usem mais....
Temos então um fato constatado, o qual nos mostra claramente a necessidade de manutenção constante durante todo o processo contínuo de reabilitação. Uma vez iniciado, não se para mais sob pena de ter de volta toda a sorte de miséria que um dia deixaram para tras. Os grupos de mútua ajuda estarão a disposição gratuitamente para tal matunenção contínua.
O que a princípio pode parecer uma condenação enfadonha, na verdade é um convite a eterna evolução do ser. Pergunto então a todos que por ventura estarão lendo essas linhas: _Seria sensato alguém rejeitar um convite para se tornar um ser humano melhor a cada dia? Pensem nisso e tomem suas decisões.
Alberto.

domingo, 9 de janeiro de 2011

Olhos na Madrugada...JP E O SONO Parte 05

Dormir só era prazeiroso até a ultima nota musical ouvida através dos lábios de Cacaia. Pesadelos horriveis povoavam a mente de do menino JP. Monstros dos mais diversos, quedas de lugares altíssimos( geralmente era sempre assim que JP era acordado, durante uma dessas quedas em sonho) se ver perdido em lugar desconhecido, enfim, tudo o que a mente de uma criança poderia fabricar de mais horripilante se passava nas madrugadas dentro da mente adormecida de JP. Com o tempo, dormir significava se entregar ao terror.
Houve porém uma exceção, foi quando nessa mesma época, JP contava com quase dez anos de idade, sonhou com uma menininha, a qual ele so via de costas e resaltava os cabelos cacheados daquela que ficou conhecida por toda a sua vida como "Loirinha". Esse sonho foi mais impressionate para JP porque durou exatamente uma semana. Sim, durante uma semana seguida sem falhar ele "brincou" com Loirinha de pique esconde. A coisa foi tão real para JP que ele chegou a fugir de casa uma vez e foi até o lugar que via em seus sonhos em busca da tal menina. Havia uma certeza quase que absoluta  na mente dele que ela existia de verdade e era fundamental que ele a encontrasse. Essa busca continuou ate a vida adulta de JP.... Mas isso veremos mais adiante.

Olhos na Madrugada...JP Em Casa Parte 04

JP conheceu o significado da palavra carinho através dos desvelos de sua saudosa mãe preta. Ela sim cuidava, observava, mas por não se sentir com autonomia suficiente, limitava-se a observar tudo e cuidar a seu modo para que JP fosse o mais feliz possivel. Era ela que a noite, sentava-se junto a cama de Jp e contava-lhe historias ou cantava- lhe musicas de ninar, JP adorava e a medida que ela cantava ele ia fazendo na tela mental a história relativa a música que ouvia. _"Teresinha de Jesus, deu a queda e foi ao chão........." Em sua tela mental  JP se via com um dos tres cavalheiros o qual a Tereza deu a mão. JP fazia assim com todas as musicas que ela cantava. Era como um vicio do qual ele não conseguia mais se esgueirar pois sentia uma necessidade enorme de dormir somente após fazer seu teatrinho mental. Esse hábito jamais percebido por ninguém o acompanhou por toda a sua vida. Havia também o cafuné, ah, que delicia era o cafune. JP deitava no sofá da sala vendo televisão e "Cacaia", era assim chamada a sua mãe preta, ficava ali horas a fio (talvez minutos, mas que pareciam intermináveis) fazendo cafuné em sua cabecinha. Quando os olhinho de JP iam se fechando era a hora de se encaminhar para o quarto, ouvir uma cantiga de ninar e finalmente dormir.

Olhos na Madrugada...JP Na Escola Primária Parte 03

Época turbulenta para nosso amiguinho JP. Havia uma enorme cobrança por parte da familia. Agora entram em cena, suas 2 tias(irmãs de seu pai), seus respectivos filhos( cada uma tinha um, os dois bem mais velhos que JP)  e a saudosa mãe preta. Os dois primos eram o exemplo a seguir segundo imposição dos avós e tias, portan to não havia espaço para notas baixas. Não houve problemas quanto a isso, pois JP era ótimo. Suas notas eram sempre irrepreensíveis.Seu problema, não notado por nenhum adulto da época, era com o relacionamento interpessoal. Jp vivia invejando os colegas mais ricos da escola e apaixonado pelas meninas mais bonitas sem nunca ter coragem de se aproximar delas. No seu modo de ver a coisa, JP avaliava quase todos os outros colegas de escola como distantes de dele. Obviamente isso o colocava numa condição de isolamento dentro de sua mente. Só se sentia parte quando estava com os meninos da rua onde morava e mesmo ali haviam problemas para se relacionar. Ele era o único da turminha que não tinha seus pai e mãe por perto. A palavra "bastardo" lhe foi dirigida pelo pai de um menino após uma das brigas na rua e ao saber o significado de tal palavra JP se reservou ao direito de calar apenas. Mas a palavra e seu significado retumbavam volta e meia em sua cabecinha pré adolescente.
Voltando a escola, ali ocorreram espisódios significativos, tal qual o dia em que JP se fingiu de cego, imitando a personagem de uma novela que passava na época. O outros meninos da  sua turma avisaram correndo a professora a qual o interpelou na frente de toda a turma. Sem saida e constrangido, JP disse que preferia que seus avós não soubessem da "doença" que ele era portador para não preocupar os velhinhos. Diante de tal atitude nobre por parte de um menino de seus 8 anos, a professora foi toda elogios para com nosso amigo.
JP sentiu-se aliviado, e aquele episódio passou desapercebido e foi esquecido no tempo.